PREVINIR E REABILITAR

GERIÁTRICO ( acima dos 65 anos)

O envelhecimento naturalmente não é uma doença, mas é um fator de risco para muitas condições diferentes. Não há nenhuma garantia de que você vai sofrer de uma doença relacionada com a idade, mas as chances são maiores. A taxa de declínio nos adultos ao longo do tempo pode ser acelerada devido a muitos fatores diferentes, incluindo inflamação, exposição a poluentes e radiação, tabagismo, uma má alimentação, baixos níveis de aptidão e simples desgaste.

Doenças mais comuns:

Parkinson,  mal de Alzheimer e outras demências, assim todas as doenças degenerativas do cérebro, depressão, perda de audição, perda de visão, perda de mobilidade entre outras. 

Parkinson

Parkinson é uma enfermidade degenerativa do sistema neurológico comprometendo principalmente o cérebro. É considerada um dos principais e mais comuns distúrbios nervosos da terceira idade e é caracterizado por prejudicar a coordenação motora e provocar tremores e dificuldades para caminhar e se movimentar. Não há formas de se prevenir o Parkinson. Falta de produção da substância neurotransmissora: a dopamina. As células nervosas usam uma substância química do cérebro chamada dopamina para ajudar a controlar os movimentos musculares. O Parkinson ocorre quando as células nervosas do cérebro que produzem dopamina são destruídas lenta e progressivamente. Sem a dopamina, as células nervosas dessa parte do cérebro não podem enviar mensagens corretamente. Isso leva à perda da função muscular. Estão entre os grupos de risco, homens da terceira idade em sua maioria, podendo também acometer mulheres, isso quando o fator de hereditariedade for recorrente.

           “O termo demência associado ao Parkinson deve ser considerado quando o déficit de memória aparece pelo menos 12 meses após o início do quadro motor. Em termos de evidência, 20%-40% dos casos de Parkinson associados à demência, chegando a uma prevalência acumulada de 80% dos casos” (Andrade, 2016, p.65).

           Não existem exames disponíveis para diagnosticar Parkinson, e um resultado conclusivo pode demorar muito tempo. Não há cura conhecida para o Parkinson. O objetivo do tratamento é, prioritariamente, controlar os sintomas. Para isso, são usados basicamente medicamentos. Mas uma cirurgia pode ser necessária em alguns casos.

        O paciente Parkinson necessitará trabalhar em conjunto com a equipe médica transdisciplinar  para encontrar um plano de tratamento que ofereça o maior alívio dos sintomas e com menos efeitos colaterais possíveis. A equipe muitas vezes conta com profissionais de educação física, fisioterapia,  fonoaudiologia e terapeutas. Não se esquecendo que muitas vezes adaptações do ambiente, como por exemplo corrimãos colocados em áreas comumente usadas na casa, utensílios especiais para comer, entre outras, possam ser necessários.