DESDE ANTES DO NASCIMENTO O CÉREBRO APRENDE

.Ativação Cerebral de alunos .

Vivenciar, Memorizar, Aprender.

Alguns benefícios do desenho dentro do Método Pensar 3D: raciocínio lógico; interpretação; pensamento crítico; modulação meditativa; superação de expectativas; gestão de tempo; organização; ganho de visão ampliada; domínio da memória; aumento da percepção de espacialidade; maturação da persistência; aumento da autoestima entre outros.

Memória do Corpo

Rabisco, Logo Existo

Para se introduzir o novo conceito de neuroarteaprendizagem é fundamental fazer algumas reflexões sobre a abordagem do tema da aprendizagem,  esse conceito é totalmente ligado ao desenvolvimento humano, no seu aspecto fisiológico, social, psicológico e histórico.  A ênfase aqui, focará o aspecto fisiológico, por ser ele, o princípio de tudo. É impossível se falar em aprendizado, sem trazer para o bojo da discussão dois outros elementos basilares interligados, que é o cérebro e a memória.

Desde a gestação, o ser humano começa aprender a se conectar com seu cérebro, na medida que esse vai se formando e disponibilizando novas possibilidades. O tempo todo desse processo, a geração de memória acontece, deixando toda sorte de registro arquivado. Arquivos esses, que muitos terapeutas da experiência somática, acionam para acionar períodos humanos intrauterinos. Seja voluntário ou involuntário o aprendizado do indivíduo se encontra em curso, mas é após o nascimento, que o ato de aprender fica mais visível, pois exposto ao estimulo externo os sentidos básicos como: visão; audição; tato; olfato e gustação são desenvolvidos por meio do aprendizado. Na sequência, vem a fala, o aprendizado motor, que são imensamente comemorados por seus protetores. O medo instintivo protetor, demora uma pouco para se consolidar, pois o medo também é resultado    da aprendizagem daquele pequeno ser que testa para entender o deve ou não fazer para não ser ameaçado. Nessa fase, surge também uma rica experiência para todas as crianças. Existe uma necessidade inata de se testar objetos riscadores nas mais variadas superfícies. >>>

Esse momento do aprendizado infantil, é definida e comprovada cientificamente, como a fase da garatuja. Esse fascínio dos pequenos por lápis e papel, encanta os pais que na verdade deveriam dar muito mais atenção a essa rica fase onde eles então aprendendo a base para futura escrita. No início, o que se vê é um emaranhado de linhas, traços leves, pontos e círculos, que, muitas vezes, se sobrepõem em várias demãos, tudo isso tem o termo técnico de garatuja.

Os rabiscos realizados pelos menores, denominados garatujas, tiveram o sentido ampliado sob o olhar da pesquisadora norte-americana Rhoda Kellogg, que observou regularidades nessas produções abstratas.  Observando cerca de 300 mil produções, ela analisou principalmente a forma dos traçados (rabiscos básicos) e a maneira de ocupar o espaço do papel (modelos de implantação) até a entrada da criança no desenho figurativo, o que ocorre por volta dos 4 anos.

No período de produção de garatujas, ocorre uma importante exploração de suportes e instrumentos. A criança experimenta, por exemplo, desenhar nas paredes ou no chão e se interessa pelo efeito de diferentes materiais e formas de manipulá-los, como pressionar o marcador com força e fazer pontinhos. Essa atitude de experimentação tem valor indiscutível na opinião de Rhoda: “Para ela ‘ver é crer’ e o desenho se desenvolve com base nas observações que a criança realiza sobre sua própria ação gráfica”.

Garatuja sim,e daí?

Desenho, o preparatório para escrita

No fundo pela primeira vez, a criança tem um documento nas mãos, mostrando que ela é um ser capaz de produzir algo, que veio da sua própria vontade. Ali, está diante dela um documento que atesta que ela é um indivíduo, com vontade própria, foi seu primeiro contato com a energia criativa. Nesse momento, essa criança, mesmo que inconscientemente descobre um enorme poder e entende que é possível construir algo que seja seu, individual e que ali ele não depende mais de seus protetores. Antes ele sabia apenas chorar e gritar, mas agora ele ganha autonomia e pode também desenhar. Um momento sublime que muitos pais por desconhecer perdem. Muito triste, pois ali aquela criança deixou pela primeira vez, sua marca expressa no mundo.

Rosa Iavelberg, especialista em desenho e docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), no livro, O Desenho Cultivado da Criança: Práticas e Formação de Educadores, afirma, “A única coisa que sabemos ser universal no desenho infantil é a garatuja. Todo o resto depende do contexto cultural”.

Dra Elvira Souza Lima, pesquisadora em desenvolvimento humano, com formação em neurociências, psicologia, antropologia e música, doutorado pela Sorbonne( París), com pós-doutorado na Stanford University ( EUA), >>>

cursos no Collége de France e na École Pratique de Hautes Études( París), consultora em Educação e Desenvolvimento Humano em diversos programas e projetos de Educação Pública, Educação Indígena, Educação Continuada, Formação de Professores, Mídias para Criança e Adolescente no Brasil e no exterior, afirma que o desenho na infância é algo primordial para o futuro das crianças.

Ela aborda o caminho “Do desenho à escrita” e afirma, “as pesquisas da neurociência nos revelam que escrever é uma atividade cultural, isto é, o cérebro precisa se organizar para escrever, uma vez que nele não há uma área específica para a escrita como há para a fala”.

“É pela integração de várias áreas do cérebro que o ser humano chegou à escrita.  Pelo desenho a criança desenvolve algumas destas áreas, mas para que elas se tornem memórias é necessário que a criança desenhe continuamente. Ao desenhar a criança traça a linha dando-lhe a forma que se origina em sua imaginação. O traçado, pelo exercício da imaginação, se transforma em significado narrativo. Paulatinamente, com o exercício da simbologia das formas gráficas e a construção do signo gráfico, a criança entenderá os elementos que formam as palavras e que cada palavra também tem um significado”.

DIFERENÇAS ENTRE MÉTODOS DE DESENHO

Desenho no Método Pensar 3D

Desenho nos métodos do Senso Comum

O foco é com a mudança geral da visão do indivíduo.

O foco é na interpretação das medidas do universais.

O método aposta na proporção intuitiva das coisas.

Para tudo, existe fases bem definidas, início, meio e fim. Tudo é apresentado em processos facilitadores, que batizamos de forma carinhosa de “Gugu Dadá”.

Não importa a semelhança, muito mais importante e a compreensão final de todo processo. Dessa forma, estimula a criação e a percepção  geral.

Existe um foco bem aprofundado no conhecimento amplo de todos materiais de desenho utilizados no processo.

A perfeição mostra um lado do avanço se ela não for copiada e sim internalizada. Assim sendo a fluência é bem mais importante, pois ela gera e consolida memórias.

Para o Método é muito mais importante e ate mesmo fundamental “ Pensar 3D”.

Com todo o processo de ampliação e visão, treino de motricidade e geração e consolidação de memórias, a maioria dos indivíduos, consegue superar e avançar com sucesso.

Os métodos na sua maioria, focam geralmente,  a observação do tema a ser desenhado, inclusive em muitas academias de arte, a disciplina tem o nome de “Desenho de observação”. 

As medidas exatas são bem importante, pois o foco nesses métodos é na cópia real do objeto temático.

Foca em medidas mais exatas, existem assim várias técnicas para se medir.

Baseia-se  no acerto e erro, de tanto errar ou acertar os métodos apostam no aprendizado. Mas os indivíduos, com pouca paciência e perseverança desistem com mais facilidade do processo, fazendo com que acreditem, que não possuem o dom para o desenho. Poucos nascem prontos na vida, a maioria tem que perseverar em tudo que faz.

Para maioria dos métodos, só desenha bem quem chegou mais próximo a realidade do tema. A cópia limita muito a criatividade e frusta muitas vezes, pois são poucos que logram a semelhança fotográfica. Essa semelhança pode até ocorrer, mas tem que ser de forma natural, pela mudança da visão e da motricidade, quando são consolidadas como memória.

De uma maneira generalizada, o material de desenho e sua qualidade é pouco importante  nessa visão, tudo é mais intuitivo, sem se colocar foco em marcas e especificações.

Nesse processo, é grande a luta para se chegar ao modelo com a maior perfeição possível.  Existe inclusive algumas técnicas de isolamento de pequenas regiões. Muitas vezes, o indivíduo, só consegue ver o resultado desse trabalho feito de retalhos, no final da produção. É um processo que apresenta um bom  resultado visual, mas infelizmente gera pouca memória e fluência em desenho.

Nesse processo, diferente do outro, o mais importante é conseguir fazer  o 3D.

Nesse processo as dificuldades bloqueiam e muito se frustram e se percebem incapazes e sem talento ou dom. Mesmo alguns conseguem avançar, ficam presos ao sistema de cópia, não conseguindo trazer para o papel o que imaginam no mundo das ideias. O desenho é um idioma de expressão e não um sistema de cópias. Que graça tem copiar uma poesia, mais vibrante é poder criar poemas.

O desenho mobiliza importantes regiões cerebrais

Na fase escolar a questão da aprendizagem fica mais evidente, pois aqui entram os profissionais do ensino e suas mais variadas correntes pedagógicas. Todos regidos por leis que determinam uma normatização. Nessa fase a grande maioria dos pais, terceiriza a aprendizagem dos filhos, como se fosse algo fechado nos muros das instituições escolares.

Se fizermos uma análise genérica, nada muda para o indivíduo, apenas as lideranças do processo são modificadas. Antes ele caminhava com suas descobertas pessoais no campo do aprendizado, quando ele entra na escola, ele é confrontado com normas e diretrizes para o desempenho coletivo. Aqui surgem para alguns a dificuldade de adaptação.

Na abordagem da neuroarteaprendizagem, é fundamental estabelecer a diferença do conceito já existente e difundido que é a “neuroaprendizagem,  que estuda o funcionamento das conexões neurais durante o aprendizado, estando ligado à memória, foco, concentração, linguagem entre outros.  A neuroarteaprendizagem por sua vez, vai além, pois aliada a neurociência, dá um passo em direção a arte profunda e plena, conectando suas ferramentas de maneira técnica e direcionadas para uma intervenção cerebral, com objetivos específicos e fundamentados. Não se trata aqui de educação artística, que tem por finalidade instruir e sensibilizar para ampla questão da arte. Na neuroarteaprendizagem, a utilização das ferramentas artísticas foge do simbólico/expressivo e concentra sua atenção no ato neural do fazer motor e perceptivo na geração de novas conexões neurais, usando o processo invertido, o qual, denomina-se, dentro da fundamentação das pesquisas de “arte reversa”.

Dentro desse processo, o desenho ferramenta de estruturação e a pintura ferramenta de aprofundamento emocional, assumem um importante papel na ativação cerebral dirigida. O processo de ativação cerebral é aplicado em duas etapas, a primeira atua na reorganização das funções estruturantes do cérebro e a segunda o reequilíbrio emocional, para gerenciamento de conflitos.  É importante salientar que essas duas fases são independentes e podem ser utilizadas separadamente, porém a fase dois só tem eficácia de os preceitos da fase um estejam de alguma forma consolidados. Na fase primeira, com o desenho dirigido e aplicado, a palavra-chave é a organização estruturante, com o intuito de focar, organizar fases, concentrar no fundamental, tomar decisão, interpretar e por fim desenvolver a visão columbo, que abrange um olhar de 360 graus, sobre tudo e todos apenas.  Na fase segunda, onde a cor por meio da pintura, será empregada para a harmonização emocional, com o resgate da percepção de si, resgate da autoestima e por na compreensão do mapa de conflitos.

Duas regiões cerebrais muito utilizadas com grande ênfase nesse processo são os lobos frontal e occipital, é claro que os lobos temporal e parietal também serão acionados pois o cérebro funciona em cadeia.  O lobo frontal, mais precisamente o córtex pré-frontal, tem muita relevância, o processo do desenho muitas funções dessa região específica serão tecnicamente exercitadas como: movimento, motricidade, pensamento, planejamento, raciocínio, comportamento, emoções, memória, linguagem, expressão entre outras. Já no lobo occipital, se encontra o centro da visão, fundamental para utilização do desenho e pintura.  Outro importante ator paralelo do processo é o “Núcleo Accumbens”, também conhecido como centro do prazer. Esse núcleo localiza-se numa posição central e interior do cérebro e constitui a principal parte do estriado ventral com funções relacionadas com a recompensa, o prazer, o vício, o risco, o medo ou a agressão e é uma das estruturas mais importantes no sistema límbico.

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Método Pensar 3D em ação

Esse processo é baseado no Método Pensar 3D, que durante seus vários anos de formulação, focou na mudança de visão como postulado principal de sua estrutura. Assim sendo não poderia deixar de seu, o lobo occipital com seu centro da visão assume o papel principal nessa jornada de ativação cerebral dos estudantes que se encontram na fase escolar. É importante salientar que esse processo contempla tanto os alunos com dificuldade em aprendizagem, bem como os alunos que não possuem essas demandas, todos terão ganhos absolutos no processo. O primeiro grupo terá que se organizar e se ajustar, o segundo terá a oportunidade se afinar para uma melhor otimização, podendo ver essa etapa, como mais uma porta para a profissionalização.

Esse método é pensado para agir como uma ponte facilitadora entre o aluno e desenho. Depois de superada a dificuldade inicial o aluno consegue se conduzir de maneira autônoma dentro do processo. O desenho é um poderoso exercício de neuroplasticidade, que a capacidade de modificação cerebral. Assim o aluno de maneira lúdica, ativa e reorganiza seu cérebro. Esse processo é indicado para adolescentes em fase de produção escolar.  Vários conflitos da idade causados pelas transformações, geram medos, pois a na vida adulta que se acena num futuro próximo, gera muitas preocupações.  Tudo acontece de maneira divertida e prazerosa.

Alguns benefícios do desenho- Método Pensar 3D: raciocínio lógico; interpretação; pensamento crítico; modulação meditativa; superação de expectativas; gestão de tempo; organização; ganho de visão ampliada; domínio da memória; aumento da percepção de espacialidade; maturação da persistência; aumento da autoestima entre outros.